quinta-feira, 31 de março de 2016

SOB PRESSÃO DORNELLES E ALERJ ANUNCIAM POSTURAS QUE JÁ DEVERIAM TER SIDO TOMADAS

Corte de custos e veto a novas isenções são alvos para solucionar crise e pagar servidor


O governador em exercício Francisco Dornelles (PP) esteve, ontem, na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), para ouvir conselhos e cobranças por parte dos deputados estaduais, que estão de olho na falta de recursos para o pagamento dos salários de março dos servidores públicos. Em três horas de encontro, nenhuma garantia foi dada pelo governo. Ficou, apenas, a promessa dos parlamentares de retirada de pauta de qualquer proposta que afete o funcionalismo estadual, assim como a garantia de que haverá votações importantes, como a do veto às concessões de novas isenções fiscais por parte do Estado para as empresas, pelo prazo de dois anos.


“Temos que ter prioridades nesse momento. Não adianta voltar as atenções para outros assuntos. O que temos que focar é no pagamento dos servidores. Não pagar a folha é quase como ter trabalhadores escravos no funcionalismo”, disse Dornelles aos deputados estaduais.

Até que o pagamento saia, a ordem é vetar votações de temas que envolvam os servidores:
— Vivemos um momento de angústia. Discutir as pensões, sem que os salários estejam garantidos, é dupla punição. Temos primeiro que apagar o incêndio, que é quitar a folha do funcionalismo — disse a deputada Martha Rocha (PDT).


A resposta imediata do governo será cortar custos e vetar novos benefícios fiscais a empresas. Há um mês, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) analisa um relatório que aponta isenções de até R$ 138 bilhões, no período de 2008 a 2013.
— A ideia é que exista uma emenda ao projeto de isenções para que fiquem vetadas essas operações fiscais nos próximos dois anos — declarou Jorge Picciani (PMDB), presidente da Alerj: — Temos que enxugar a máquina, cortar até sete secretarias, até que o país volte a crescer.
O governador também reforçou a importância da aprovação do empréstimo de quase R$ 1 bilhão para a conclusão da Linha 4 do metrô. A proposta será votada na próxima terça-feira.

Ontem, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse que não vai mais ajudar o governo estadual:
— Amo o Dornelles, mas a cota de ajuda ao Estado já deu.

‘Em um mês, tudo muda’

Ao deixar a Alerj, o presidente da Casa, Jorge Picciani (PMDB), conversou com os servidores sobre as negociações para a liberação do empréstimo de R$ 1 bilhão, contratado junto ao Banco do Brasil (BB), para financiar o Rioprevidência. Ao ser lembrado pelos trabalhadores de que o Estado, agora, é oposição ao governo federal, ele declarou:

— O empréstimo é uma questão de governo. Em um mês, tudo muda. O apoio volta.
A indireta diz respeito ao processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, em tramitação no Congresso Nacional. Desde o início da semana, o PMDB, partido de Picciani, anunciou sua saída do governo. No início do mês, em reunião com servidores, o presidente da Alerj já havia feito previsões negativas sobre Dilma Rousseff.
Fonte: Extra Online


SOS BOMBEIROS: Em resumo o governo e a ALERJ começarão a tomar medidas que há muuuuuuito tempo já deveriam ter sido tomadas. CortaR custos, diminuir cargos comissionados, não votar novas isenções fiscais por dois anos, não votar nada que atinja ao servidor neste momento, focar na regularização do pagamento dos servidores e dos prestadores de serviços é o mínimo que se pode esperar de uma administração.

Por outro lado a pressão dos servidores não pode parar; ontem por conta de toda manifestação, retiraram da pauta a votação sobre as alterações na previdência.

A maior motivação política que temos no Brasil a ponto de fazerem os parlamentares e o governo se mexer é a PRESSÃO. Portanto hoje terão novas manifestações dos profissionais da educação e dia 06 de abril no palácio Guanabara todos os servidores do estado. Concentração às 14h no largo do Machado.

6 comentários:

  1. A classe política só entende as coisas na pressão.... Se deixarem prá lá, eles pintam o caneco.

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  2. Queremos Dornelles governador ... Fora pezão

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    Respostas
    1. QUERER DORNELLES GOVERNADOR É LOUCURA,É TROCAR O PORCO PELO TOUCINHO.
      O VELHO ESTÁ GAGA NÃO SABE O QUE FALA.

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  3. Ate o momento que vejo, foi muito feliz nas propostas qto a isenção dos impostos e parece que se mostra preocupado com o servidor qto ao pagamento, vamos dar um credito, mais se vacilar cairá também do cargo, a força do pensamento positivo ou negativo realmente existe.

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  4. Diante do que o prefeito disse e eles querem mexer em tudo então que criem um lei ao de o Estado cobre do municípios a segurança Publica e a Defesa Civi. Tem que pagar parte de nossos salários.

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  5. O CBMERJ deveria voltar a ser subordinado a secretaria de segurança como reza a CF.

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